Como Professor de História, sempre "volto no tempo", para a época e o lugar que eu quiser...posso ir para o Egito Antigo, ou para a ágora de Atenas, como também posso visitar o Palácio de Versalhes ou o Muro de Berlim.
Mas, como todo Professor de História, aliás, como toda pessoa, tenho minhas predileções. E uma delas é a História Cultural do Século XX. Acho fascinante imaginar como deveria ser viver há 100 anos, quando tudo era mais difícil, mas também parecia que havia mais "tempo". Hoje, decidi fazer isso: uma viagem no tempo, ao ano de 1911, quem sabe ao mês de maio, e vim buscar você, para "viajar" comigo. Vamos?
Primeiramente, vou entrar na Wikipédia, digitando o ano de 1911...pronto! Deixe-me ver o que tem aqui...
Ronald Reagan (ex-Presidente dos EUA) e Josef Mengele (carrasco nazista) nasceram nesse ano. Os atores Paulo Gracindo e Mário Lago (já falecidos), também.
Entrando na seção Cinema, descubro que as atrizes Jean Harlow e Ginger Rogers também nasceram em 1911. Na seção Literatura, descubro que Emiliano Perneta foi "eleito", no Passeio Público, como "príncipe dos poetas paranaenses". Também descubro que nasceram, nesse ano, o escritor Teneessee Williams (escreveu Gata em Teto de Zinco Quente). Na seção Música, descubro que nasceram Nelson Cavaquinho e Assis Valente, em 1911. Os astros da televisão, Lucille Ball e Roy Rogers, também...
Mas não entrei aqui para fazer lista de nascidos. Meu objetivo é compreender como era a vida, naqueles tempos. Então, vejamos:
Já sei que existia o Passeio Público de Curitiba, em 1911. Será que consigo fotos? Entrei no Google Imagens, e olhem o que eu descobri:
Em 1911, o poeta Emiliano Perneta escreveu Ilusão. E foi homenageado, no Passeio Público, por essa multidão, que você vê na foto, como "príncipe dos poetas paranaenses" (quem era o rei???). É interessante vermos que tanta gente foi ao Passeio homenagear alguém que, cem anos depois, nem é conhecido. Também é interessante vermos a quantidade de chapéus, na foto. Lembre-se: não se saía sem chapéu, de casa, em 1911...
Fonte: http://manifestotavernista.blogspot.com/2010/03/uma-noite-na-taverna-com-poesia-de_29.html
Em outra fonte, descubro que o Passeio Público foi inaugurado em 1886, e que seu portal foi construído em 1913. Em 1911, portanto, ele não existia. Também descubro que ele é uma réplica da entrada do cemitério de cães, em Paris (adorava-se tudo que era francês, inclusive portões de cemitérios de cães).
Fonte: http://jornale.com.br/wicca/?p=1542
Vamos parar de falar do Passeio Público, e vamos a Paris..E, por falar em cães, achei uma foto de uma mulher, passeando no Bois de Boulogne, plena Paris, em 1911, com seus cãezinhos, que ainda não tinham ido para o cemitério de cães...será que depois eles foram?
Percebi uma coisa: já haviam fotos simples, sem ser de pessoas famosas, em 1911. Também haviam automóveis, bem estranhos, e as mulheres ainda usavam vestidos compridos e chapéus. Paris já ditava modas, nessa época...
E os chapéus faziam parte dessa moda. Olhe essa foto, tirada em 1911. A mulher sentada é a Rainha Mary (1867/1953), esposa do Rei George V. Foi coroada em 1911 e era mãe do Príncipe Edward. Ele chegou a ser coroado Edward VIII, mas abdicou por uma plebéia. Graças a isso, seu irmão George assumiu o trono, como George VI e a filha deste, Elizabeth seria a atual Elizabeth II. Ou seja: se não fosse uma plebéia, hoje você não poderia assistir ao casamento do Príncipe William com a Kate, mesmo porque eles nem seriam tão importantes....Essa senhora sentada, posando para uma foto, no ano em que foi coroada Rainha, é tataravó do Príncipe William...
Poderia ficar aqui horas, falando sobre o ano de 1911. Mas, acho que o post ficaria chato. Quem vai gostar de ver essas fotos é o Professor Flávio, que gosta muito de fotos antigas. Viajar no tempo é, realmente, uma experiência fascinante, e fica ainda melhor com a tecnologia a nosso dispor...Viu como podemos descobrir assuntos, facilmente?
Ha! Se você souber quem é o "rei dos poetas paranaenses", me avise, ok? Ganha um bombom...^^
terça-feira, 17 de maio de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Sobre essas e outras...
E abril já está terminando...Estou aqui, no primeiro dos meus quatro dias de folga, "matutando" sobre a vida, e pensando em tudo que já vi e vivi nesse ano...Nossa! Nem parece que se passaram apenas quatro meses...Parece tão mais longo, esse comecinho de ano...Já vimos e vivemos acidentes (Japão), guerras e deposições, (Líbia e Egito), a fúria das chuvas (Rio de Janeiro e Paraná), tragédias (Realengo)...Talvez seja essa quantidade de fatos inusitados que tenha dado essa sensação de que se passou tanto tempo. Mas, de uma forma ou de outra, parece que está acontecendo "tudo de uma vez, agora", sabe como é?
Eu sempre costumo dizer que "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", e que esse papo de "deixa a vida me levar" me passa a sensação de que a pessoa não tem iniciativa, não tem garra, não tem força de vontade...Talvez, por isso mesmo, quando me deparo com coisas inexplicáveis, como a morte de crianças, fico com a sensação de inutilidade, de que era inevitável...E será mesmo? Será que não podemos fazer nada para mudar esse quadro de situações?
Se as pessoas não morassem nas encostas de morros, talvez as tragédias não fossem tão grandes, quando viesse a época das chuvas; se as pessoas fossem avisadas a tempo, não tivessem tantas mortes por tsunami, na banda oriental; talvez, se educássemos melhor as nossas crianças, não tivéssemos tragédias como a que presenciamos no Rio de Janeiro...Talvez...
A questão que me preocupa é a de que há uma sensação de descaso no ar. Há pessoas que andam cabisbaixas, com o peso da modernidade nas costas, alheias a tudo que as cerca. Há aqueles que até levantam a cabeça, quando algo novo acontece, seja bom ou ruim. Mas, em seguida, abaixam novamente a cabeça, e seguem a caminhada, que nem sabem onde termina.
Por outro lado, há aqueles que erguem a cabeça, despertam de sua sonolência, e percebem que chegou a hora de fazer alguma coisa: lutam contra o cansaço, erguem a cabeça, e começam a agir...É dessas pessoas que precisamos, mais e de forma urgente. Pessoas que estejam dispostas a se doar um pouco mais, pelo bem do próximo e de si mesmas. E essas pessoas estão por aí, aos montes, apenas precisando de um empurrãozinho, ou de quem as escute. Precisa que lhes seja dada a voz, para que gritem: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer"!
Nosso jovens precisam de limites, de modelos a ser seguidos, de "super-heróis" de carne e osso, não desses que voam, mas desses que lutam contra o que está estabelecido, mas de forma errônea. O que fazemos, quando vemos cenas de violência nas escolas?
Eu costumo dizer que não procuro "culpados" nos fatos que se sucedem, porque o tempo que gastamos investigando e apontando culpas, é um tempo precioso, que acredito que deva ser gasto para prevenir, preparar, educar, para que fatos hediondos, horrendos e estarrecedores, não se repitam.
Se a culpa precisa existir, mais importante ainda é que exista a expiação: vamos tentar reparar os erros, não do mundo, não do estado ou da cidade, mas dentro de nossas casas...O que dizer de uma mãe que fica sabendo que a filha andou dormindo na casa de pessoas estranhas, com pessoas estranhas, e fazendo coisas estranhas para sua idade?
Ou daquela mãe ou pai, que toma ciência que o filho apanhou, e querem bater no menino que agrediu seu filho? Isso é uma solução ou o agravamento do que vemos por aí? Há pais que ensinam que se seus filhos forem agredidos, devem revidar; há pais que falam palavrões, e cometem atos estranhos, na frente de seus filhos, e depois "não sabem" de onde veio a falta de educação dos mesmos...
Resolvemos tudo, agindo com pulso firme, impondo limites, dando educação para nossos filhos, se os outros não fazem o mesmo? Não...E é por isso que, além de educar os nossos, precisamos mostrar o exemplo, e auxiliar os que não o fizeram...Isso se chama solidariedade, voluntariado, apoio...Talvez, estejamos entrando numa era onde o apoio, a união, estejam desaparecendo...Cada um atrás de seu computador, apenas escrevendo em blogs, mas não agindo na vida real. Se nos isolarmos, estaremos resolvendo os problemas? Ou será que temos que nos ver mais, nos falar mais, trocar mais idéias?
Na Grécia, antiga, havia a ágora, que era o lugar onde a população se reunia para debater assuntos e buscar soluções. Ouso dizer que hoje, nessa era de revoltas e violências, de desastres e problemas "insolúveis", precisamos de uma ágora, urgente. Quem sabe as escolas, que hoje parecem ser separadas das comunidades, possam exercer esse papel de ágoras modernas, congregando as comunidades a trocar idéias, fortalecer laços, educar os filhos, e não apenas servir de palco para tragédias ou entrega de leite...
Fica aqui a idéia: façamos da escola uma ágora, um local de debate permanente, sem distinções d eidade, sexo, religião, partido político ou time de futebol...A hora é de nos unirmos, e não de nos separarmos.
Eu sempre costumo dizer que "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", e que esse papo de "deixa a vida me levar" me passa a sensação de que a pessoa não tem iniciativa, não tem garra, não tem força de vontade...Talvez, por isso mesmo, quando me deparo com coisas inexplicáveis, como a morte de crianças, fico com a sensação de inutilidade, de que era inevitável...E será mesmo? Será que não podemos fazer nada para mudar esse quadro de situações?
Se as pessoas não morassem nas encostas de morros, talvez as tragédias não fossem tão grandes, quando viesse a época das chuvas; se as pessoas fossem avisadas a tempo, não tivessem tantas mortes por tsunami, na banda oriental; talvez, se educássemos melhor as nossas crianças, não tivéssemos tragédias como a que presenciamos no Rio de Janeiro...Talvez...
A questão que me preocupa é a de que há uma sensação de descaso no ar. Há pessoas que andam cabisbaixas, com o peso da modernidade nas costas, alheias a tudo que as cerca. Há aqueles que até levantam a cabeça, quando algo novo acontece, seja bom ou ruim. Mas, em seguida, abaixam novamente a cabeça, e seguem a caminhada, que nem sabem onde termina.
Por outro lado, há aqueles que erguem a cabeça, despertam de sua sonolência, e percebem que chegou a hora de fazer alguma coisa: lutam contra o cansaço, erguem a cabeça, e começam a agir...É dessas pessoas que precisamos, mais e de forma urgente. Pessoas que estejam dispostas a se doar um pouco mais, pelo bem do próximo e de si mesmas. E essas pessoas estão por aí, aos montes, apenas precisando de um empurrãozinho, ou de quem as escute. Precisa que lhes seja dada a voz, para que gritem: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer"!
Nosso jovens precisam de limites, de modelos a ser seguidos, de "super-heróis" de carne e osso, não desses que voam, mas desses que lutam contra o que está estabelecido, mas de forma errônea. O que fazemos, quando vemos cenas de violência nas escolas?
Eu costumo dizer que não procuro "culpados" nos fatos que se sucedem, porque o tempo que gastamos investigando e apontando culpas, é um tempo precioso, que acredito que deva ser gasto para prevenir, preparar, educar, para que fatos hediondos, horrendos e estarrecedores, não se repitam.
Se a culpa precisa existir, mais importante ainda é que exista a expiação: vamos tentar reparar os erros, não do mundo, não do estado ou da cidade, mas dentro de nossas casas...O que dizer de uma mãe que fica sabendo que a filha andou dormindo na casa de pessoas estranhas, com pessoas estranhas, e fazendo coisas estranhas para sua idade?
Ou daquela mãe ou pai, que toma ciência que o filho apanhou, e querem bater no menino que agrediu seu filho? Isso é uma solução ou o agravamento do que vemos por aí? Há pais que ensinam que se seus filhos forem agredidos, devem revidar; há pais que falam palavrões, e cometem atos estranhos, na frente de seus filhos, e depois "não sabem" de onde veio a falta de educação dos mesmos...
Resolvemos tudo, agindo com pulso firme, impondo limites, dando educação para nossos filhos, se os outros não fazem o mesmo? Não...E é por isso que, além de educar os nossos, precisamos mostrar o exemplo, e auxiliar os que não o fizeram...Isso se chama solidariedade, voluntariado, apoio...Talvez, estejamos entrando numa era onde o apoio, a união, estejam desaparecendo...Cada um atrás de seu computador, apenas escrevendo em blogs, mas não agindo na vida real. Se nos isolarmos, estaremos resolvendo os problemas? Ou será que temos que nos ver mais, nos falar mais, trocar mais idéias?
Na Grécia, antiga, havia a ágora, que era o lugar onde a população se reunia para debater assuntos e buscar soluções. Ouso dizer que hoje, nessa era de revoltas e violências, de desastres e problemas "insolúveis", precisamos de uma ágora, urgente. Quem sabe as escolas, que hoje parecem ser separadas das comunidades, possam exercer esse papel de ágoras modernas, congregando as comunidades a trocar idéias, fortalecer laços, educar os filhos, e não apenas servir de palco para tragédias ou entrega de leite...
Fica aqui a idéia: façamos da escola uma ágora, um local de debate permanente, sem distinções d eidade, sexo, religião, partido político ou time de futebol...A hora é de nos unirmos, e não de nos separarmos.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
sábado, 12 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Todas As Mulheres do Mundo - Dia Internacional da Mulher
Hoje é Dia Internacional da Mulher e, de repente, lembrei da música Todas As Mulheres do Mundo, da Rita Lee. Ela se inspirou no filme Todas As Mulheres do Mundo (1966), de Domingos de Oliveira. A estrela desse filme foi Leila Diniz (1945/1972), citada na música. Mas ela também fala em outras mulheres (lista abaixo)
TODAS AS MULHERES DO MUNDO - RITA LEE
Elas querem é poder!
Mães assassinas, filhas de Maria
Polícias femininas, nazijudias
Gatas gatunas, kengas no cio
Esposas drogadas, tadinhas, mal pagas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Garotas de Ipanema, minas de Minas
Loiras, morenas, messalinas
Santas sinistras, ministras malvadas
Imeldas, Evitas, Beneditas estupradas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Paquitas de paquete, Xuxas em crise
Macacas de auditório,velhas atrizes
Patroas babacas, empregadas mandonas
Madonnas na cama, Dianas corneadas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Socialites plebéias, rainhas decadentes
Manecas alcéias, enfermeiras doentes
Madrastas malditas, superhomem sapatas
Irmãs La Dulce beaidetificadas
Toda mulher quer ser amada
Toda mulher quer ser feliz
Toda mulher se faz de coitada
Toda mulher é meio Leila Diniz
Lista das mulheres citadas na música:
1) Maria (mãe de Jesus Cristo);
2) Leila Diniz (1945/1972);
3) Garota de Ipanema (Helô Pinheiro - 1945/)
4) Valéria Messalina (17 a 48 d.C. - mulher do Imperador romano Cláudio);
5) Imelda Marcos (1929/);
6) Evita (Eva Peron, 1919/1952);
7) Benedita da Silva (1943/);
8) Paquitas (da Xuxa);
9) Xuxa (Maria da Graça Meneghel, 1963/);
10) Madonna (1958/);
11) Diana (Princesa de Gales, 1961/1997);
12) Irma La Douce (filme de 1963, dirigido por Billy Wilder, em que Shirley MacLaine faz o papel de uma prostituta);
13) Irmã Dulce (1914/1992, freira católica);
Lista de nomes falados pela cantora:
14) Nossa Senhora Aparecida (padroeira do Brasil);
15) Dercy Gonçalves (1907/2008);
16) Clarice Lispector (1920/1977);
17) Carmen Miranda (1909/1955);
18) Marília Gabriela (1948/);
19) Hebe Camargo (1929/);
20) Regina Casé (1954/);
21) Elis Regina (1945/1982);
22) Lílian Witte Fibe (1953/);
23) Norma Bengell (1935/);
24) Bibi Ferreira (1922/);
25) Maria Bonita (mulher de Lampião, 1911/1938);
26) Anita Malfatti (1889/1964);
27) Magdalena Tagliaferro (1893/1986);
28) Danuza Leão (1933/);
29) Nara Leão (1942/1989);
30) Fernanda Montenegro (1929/);
31) Wanderléa (1949/);
32) Sônia Braga (1950/);
33) Luiza Erundina (1934/);
34) Dona Canô (mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, 1907/);
35) Princesa Isabel (1846/1921);
36) Joyce Pascowitch (1954/);
37) Henriette Morineau (1908/1990); não sei se é esse o nome certo...
38) Virginia Lane (1920/);
39) Virginia Lee (1909/1968);
40) Mary Lee (1924/1996);
41) Liege Monteiro (?);
42) Nicinha Araújo (?);
43) incompreensível;
44) incompreensível;
45) Pagu (1910/1962);
46) incompreensível;
47) Zelia Gattai (1916/2008);
48) Angela Diniz (1944/1976);
49) Daniela Perez (1970/1992);
50) Claudia Lessin Rodrigues (1956/1977);
51) Aída Curi (1939/1958);
52) Elvira Pagã (1920/2003);
53) Luz Del Fuego (1917/1967);
54) Bruna Lombardi (1952/);
55) Hortência (1955/);
56) Claudete Troiano (1953/);
57) Ione Borges (1951/);
58) Silvia Poppovic (1955/);
59) Vania Toledo (?);
60) Laura...(incompreensível);
61) Romilda Padula (mãe de Rita Lee);
62) Roberta Close (1964/);
63) Monica Figueiredo (?);
64) Ruth Escobar (1936/);
65) Dolores Duran (1930/1959);
66) Rê Bordosa (personagem criada pelo cartunista Angeli);
67) Dora Bria (1958/2008);
68) Tizuka Yamasaki (1949/);
69) Tomie Ohtake (1913/);
70) Rita Camata (1961/);
71) Rita Cadillac (1954/);
72) Lúcia...(incompreensível);
73) Rita Lee (1947/).
O vídeo está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=GDkFGXULoJw&feature=related
Além de homenagear as mulheres do Brasil e do mundo, ainda ousaria citar mais algumas: Carlota Joaquina e Imperatriz Leopoldina, Nair de Teffé, Chiquinha Gonzaga, Maria Clara Machado, Marilia Pera, Glória Menezes, Regina Duarte, Cássia Kiss, Ana Paula Arósio, Maitê Proença, Gisele Bundchen, minhas avós e minha mãe (Célia, Helena e Rosa), minha tia Rosicler, minhas primas Luisa, Vera, Rosicler e Silmara, várias mulheres que passaram por minha vida (Vilma, Fabiane, Vera, Jucelene, Roseli, Maria José, Patrícia, Renata, Maria Conceição, Sandra, Luci, Rosângela, Mariângela, Laura, Cléa, Dirce, Vera Toledo, Mariana, Cristiane, etc.), minhas atuais colegas de trabalho, alunas, amigas e todas as que eu esqueci, as que eu conheço e as que eu não conheço: FELIZ DIA DA MULHER!!!
17) Carmen Miranda (1909/1955);
18) Marília Gabriela (1948/);
19) Hebe Camargo (1929/);
20) Regina Casé (1954/);
21) Elis Regina (1945/1982);
22) Lílian Witte Fibe (1953/);
23) Norma Bengell (1935/);
24) Bibi Ferreira (1922/);
25) Maria Bonita (mulher de Lampião, 1911/1938);
26) Anita Malfatti (1889/1964);
27) Magdalena Tagliaferro (1893/1986);
28) Danuza Leão (1933/);
29) Nara Leão (1942/1989);
30) Fernanda Montenegro (1929/);
31) Wanderléa (1949/);
32) Sônia Braga (1950/);
33) Luiza Erundina (1934/);
34) Dona Canô (mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, 1907/);
35) Princesa Isabel (1846/1921);
36) Joyce Pascowitch (1954/);
37) Henriette Morineau (1908/1990); não sei se é esse o nome certo...
38) Virginia Lane (1920/);
39) Virginia Lee (1909/1968);
40) Mary Lee (1924/1996);
41) Liege Monteiro (?);
42) Nicinha Araújo (?);
43) incompreensível;
44) incompreensível;
45) Pagu (1910/1962);
46) incompreensível;
47) Zelia Gattai (1916/2008);
48) Angela Diniz (1944/1976);
49) Daniela Perez (1970/1992);
50) Claudia Lessin Rodrigues (1956/1977);
51) Aída Curi (1939/1958);
52) Elvira Pagã (1920/2003);
53) Luz Del Fuego (1917/1967);
54) Bruna Lombardi (1952/);
55) Hortência (1955/);
56) Claudete Troiano (1953/);
57) Ione Borges (1951/);
58) Silvia Poppovic (1955/);
59) Vania Toledo (?);
60) Laura...(incompreensível);
61) Romilda Padula (mãe de Rita Lee);
62) Roberta Close (1964/);
63) Monica Figueiredo (?);
64) Ruth Escobar (1936/);
65) Dolores Duran (1930/1959);
66) Rê Bordosa (personagem criada pelo cartunista Angeli);
67) Dora Bria (1958/2008);
68) Tizuka Yamasaki (1949/);
69) Tomie Ohtake (1913/);
70) Rita Camata (1961/);
71) Rita Cadillac (1954/);
72) Lúcia...(incompreensível);
73) Rita Lee (1947/).
O vídeo está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=GDkFGXULoJw&feature=related
Além de homenagear as mulheres do Brasil e do mundo, ainda ousaria citar mais algumas: Carlota Joaquina e Imperatriz Leopoldina, Nair de Teffé, Chiquinha Gonzaga, Maria Clara Machado, Marilia Pera, Glória Menezes, Regina Duarte, Cássia Kiss, Ana Paula Arósio, Maitê Proença, Gisele Bundchen, minhas avós e minha mãe (Célia, Helena e Rosa), minha tia Rosicler, minhas primas Luisa, Vera, Rosicler e Silmara, várias mulheres que passaram por minha vida (Vilma, Fabiane, Vera, Jucelene, Roseli, Maria José, Patrícia, Renata, Maria Conceição, Sandra, Luci, Rosângela, Mariângela, Laura, Cléa, Dirce, Vera Toledo, Mariana, Cristiane, etc.), minhas atuais colegas de trabalho, alunas, amigas e todas as que eu esqueci, as que eu conheço e as que eu não conheço: FELIZ DIA DA MULHER!!!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Palavrões
Um problema que é cada vez mais comum: falar (e ouvir) palavrões. Hoje, estava conversando com um amigo, sobre o (mau) hábito que as pessoas têm, de falar palavrões.
Lembrei de um episódio, de um ou dois anos atrás, em que um pai de launo comentou que o filho teria lhe dito que eu tinha dito algo tipo "vá se f...". Pego de surpresa pela frase, nem tive tempo de responder, pois a Selma (vice-Diretora do Colégio) deu uma boa gargalhada e disse: "pai...se falassem que eu disse um palavrão, tudo bem...mas o Rogério não fala palavrões!"
E eu achei interessante ela ter percebido isso, pois de fato, não me sinto a vontade falando palavrões. Não que eu seja santo ou fique escandalizado com isso, mas é que em 20 anos de carreira de professor, me eduquei no sentido de não falar besteiras ou palavrões na frente dos alunos.
Tenoh amigos e amigas que falam palavrões com naturalidade, e não fico escandalizado com isso. Acho que o que me escandaliza mais, é quando vejo alguém se obrigando a falar um palavrão. E aí penso: "será que é uma tentativa de se auto-afirmar, de aparecer, de mostrar quem é que manda???"
Sim, de fato, me passam essas idéias pela cabeça, pois não vejo sentido em falar um palavrão fora de um contexto. Você já percebeu quando uma pessoa fala algo e aquilo parece falso ou forçado? É assim...
E tem mais: palavrão é uma arte, pois somente poucas pessoas conseguem falar um de forma "fina" ou sem escandalizar...E quando falo isso, lembro de outros países, outras culturas. Exemplo: em Portugal, falar em "bicha" (fila), "puto" (menino) e outras palavras, não é considerado palavrão.
Porque o sentido do palavrão não está em quem fala e sim em quem ouve. É a mesma coisa que acontece com palavras consideradas nojentas: se você está comendo e alguém fala em minhocas, sapos, girinos, lesmas, pode ser que você nem ligue, mas também pode ser que você vomite. E por quê? Porque, certamente, você visualizou algo ou vivenciou algo, que lhe traz mal estar. A mesma coisa acontece em relação ao palavrão.
Lembro também das palavras que não são palavrão, e acabam virando: lazarento e ignorante, por exemplo. A primeira se refere a Lázaro que, segundo a Bíblia, foi trazido da morte por Jesus. E ele tinha morrido com lepra. Então, lazarento é leproso. Já cansei de corrigir alunos que usavam essa palavra como xingamento. Quando descobrem o significado dela, percebem o quão cruel e ridículo é chamar alguém de lazarento...E a segunda, nada mais é que ignorar alguma coisa. Eu, por exemplo, sou ignorante em muitas coisas: Física quântica, controle de carros de F1, asa delta, etc. E nem por isso acho que isso seja ofensivo.
Pior é a pessoa que é arrogante, grossa, preconceituosa e mal-educada, e não se dá conta disso. No dia -a-dia de uma escola, percebemos isso constantemente. Tanto alunos como pais, muitas vezes, falam palavras duras e ásperas e não se dão conta disso.
A gente percebe isso quando respondemos no mesmo tom, e ouvimos: "nossa, se acalme, não precisa ser grosso ou se estressar". Esse é o momento em que nos damos conta de quanto as pessoas agem às cegas...
Então, vamos procurar analisar melhor o que dizemos e também como dizemos. Existe gente que fala um PQP de uma forma mais educada que outros, que falam "te amo" de forma cínica ou falsa...Não são as palavras que ferem, e sim a forma como as usamos...
Para saber mais: A Ciência do Palavrão - Superinteressante, Ed. 249 (FEV 2008) - http://super.abril.com.br/revista/249/materia_revista_267997.shtml?pagina=1
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Saudades dos Anos 70
Recentemente, escrevi sobre os anos 70, aqui mesmo, no Variando Idéias. Desde então, tenho lembrado de muitas coisas daquela época, e gostaria de dividir com meus leitores...
Antes de mais nada, quero lembrar que eu tinha 2 anos em 1970 e 12 em 1980. Então, não lembro de muitas coisas daquela época, e muitas fui "relembrar" depois...
Uma das coisas daqueles tempos, que tenho saudades, é dos doces que a gente comprava, e muitos não se encontram mais:
Cigarrinhos de chocolate, maria-mole, cocada, doce de leite, pé-de-moleque, doce de mocotó, amendoim, coração de abóbora, balas Dadinho e Sete Belo, pirulitos Zorro, Chicletes Mini, balas Soft, Ping Pong, sorvetes Yopa e Ki-Bon...quanta coisa boa tinha na nossa infância!
Lembro que no chiclete Ping Pong vinham figurinhas para se colecionar, assim como nas tampinhas de Coca Cola...Os craques da Copa de 78 e o filme do Superman, eu fiquei conhecendo pela Coca Cola (o filme mesmo, só vi muito tempo depois...)
Bons tempos aqueles...lembro que assistia muita televisão (como já disse) e tive contato com alguns dos primeiros programas infantis da Globo, como Vila Sésamo (início da década) e Sítio do Pica-Pau Amarelo (fim da década):
Pode-se notar que uma das aberturas acima está em preto-e-branco, enquanto que a outra é colorida. Pois é...Comecei a década vendo em escala de cinza e terminei vendo as cores...E quanto ao fato de Gilberto Gil cantar a trilha sonora, isso pouco representava para mim...Lembro de poucos cantores, cantoras e bandas daquela época:
Lembro de um trio de gente estranha, que aparecia toda pintada, na televisão, e eu não sabia quem eram...mas tinham uma música engraçada, que falava de fadas, sacis, corujas e outros bichos...
Tinha também os desenhos, dos Jacksons Five e dos Beatles (Submarino Amarelo), que são parte da minha infância...
Depois, à medida que fui crescendo, fui conhecendo outras músicas, mas muitas nacionais, outras internacionais...lembro de ABBA, Village People, Donna Summer, Ottawan, Brazilian Genghis Khan, Perla, Sidney Magal (minha vó adorava), Gilliard...como éramos bregas!!!
Eu não podia ver programas "adultos". E no domingo, minha televisão acabava quando acabavam os Trapalhões. Sou do tempo em que haviam quatro: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias:
E, para completar essa seleção de "raridades", mais duas:
Se você gostou dessa pequena viagem no tempo, me avisa, que coloco mais coisas dauqeles tempos, para lembrarmos juntos...
Antes de mais nada, quero lembrar que eu tinha 2 anos em 1970 e 12 em 1980. Então, não lembro de muitas coisas daquela época, e muitas fui "relembrar" depois...
Uma das coisas daqueles tempos, que tenho saudades, é dos doces que a gente comprava, e muitos não se encontram mais:
Cigarrinhos de chocolate, maria-mole, cocada, doce de leite, pé-de-moleque, doce de mocotó, amendoim, coração de abóbora, balas Dadinho e Sete Belo, pirulitos Zorro, Chicletes Mini, balas Soft, Ping Pong, sorvetes Yopa e Ki-Bon...quanta coisa boa tinha na nossa infância!
Lembro que no chiclete Ping Pong vinham figurinhas para se colecionar, assim como nas tampinhas de Coca Cola...Os craques da Copa de 78 e o filme do Superman, eu fiquei conhecendo pela Coca Cola (o filme mesmo, só vi muito tempo depois...)
Bons tempos aqueles...lembro que assistia muita televisão (como já disse) e tive contato com alguns dos primeiros programas infantis da Globo, como Vila Sésamo (início da década) e Sítio do Pica-Pau Amarelo (fim da década):
Pode-se notar que uma das aberturas acima está em preto-e-branco, enquanto que a outra é colorida. Pois é...Comecei a década vendo em escala de cinza e terminei vendo as cores...E quanto ao fato de Gilberto Gil cantar a trilha sonora, isso pouco representava para mim...Lembro de poucos cantores, cantoras e bandas daquela época:
Lembro de um trio de gente estranha, que aparecia toda pintada, na televisão, e eu não sabia quem eram...mas tinham uma música engraçada, que falava de fadas, sacis, corujas e outros bichos...
Tinha também os desenhos, dos Jacksons Five e dos Beatles (Submarino Amarelo), que são parte da minha infância...
Depois, à medida que fui crescendo, fui conhecendo outras músicas, mas muitas nacionais, outras internacionais...lembro de ABBA, Village People, Donna Summer, Ottawan, Brazilian Genghis Khan, Perla, Sidney Magal (minha vó adorava), Gilliard...como éramos bregas!!!
Eu não podia ver programas "adultos". E no domingo, minha televisão acabava quando acabavam os Trapalhões. Sou do tempo em que haviam quatro: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias:
E, para completar essa seleção de "raridades", mais duas:
Se você gostou dessa pequena viagem no tempo, me avisa, que coloco mais coisas dauqeles tempos, para lembrarmos juntos...
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