sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sensibilidade & Alegria

Dizem que as pessoas têm uma certa sensibilidade, para certas coisas. E, quando falo em sensibilidade, não coloco nenhuma conotação sexual. Apenas falo da capacidade de sentirmos algo e interiorizarmos, como se aquilo fosse nosso, nos pertencesse de tal forma, que até nossa alma se sentisse atingida, para o bem ou para o mal...


Mas, nesses tempos de frieza, de pouca sensibilidade, de crueldades, como se manter em sintonia com nossa alma, a ponto de podermos (ainda) nos sensibilizar por o que quer que seja?

Não pretendo passar receitas e nem sequer fazer críticas a qualquer atitude menos "sensível". Apenas quis passar um recado sem maiores intenções, daquelas com que deparamos, todos os dias: TEMOS QUE SER FELIZES!


Mas, e como a sensibilidade pode contribuir para isso? Simples: a partir do momento em que conseguimos nos sensibilizar por algo, podemos sim, ser felizes, mesmo que por instantes...Observe o vídeo abaixo:

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Durante a Grande Depressão, uma garçonete que sustenta o marido bêbado e desempregado e que só sabe ser violento e grosseiro, costuma fugir da realidade assistindo sessões seguidas de seus filmes prediletos. Ao assistir pela quinta vez o filme "A Rosa Púrpura do Cairo", ela tem uma grande surpresa quando vê o herói sair da tela e lhe oferecer uma nova vida. (Fonte: Wikipédia)


Essa é a cena final do filme A Rosa Púrpura do Cairo. Após viver uma aventura com o personagem do filme, Cecília (Mia Farrow) o perde e, triste, entra no cinema. Mas, ao ver um outro filme, sua expressão triste e desolada começa a mudar e, aos poucos, recobra a alegria.


E é simples assim...um instante de um filme, um clipe bem realizado, uma música espirituosa, uma palavra amiga, tudo tem algo de mágico, de arte, que tem o poder de fazer com que a cor retorne às nossas faces, e possamos novamente rir...


Não sei se com você é assim. Mas comigo é. Ainda tenho, em minha alma, a capacidade de rir da desgraça, tirar boas lições na adversidade, e saber amar até meus inimigos. Isso falo, ao lembrar que todos temos apenas um inimigo...


Até mesmo na Internet, que é cheia de lixo, podemos encontrar esses pequenos momentos de felicidade, onde a sensibilidade é aguçada...Vou mostrar alguns exemplos de situações onde a minha foi despertada, nem que por momentos exíguos:


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Essa música (We Are Young) possui uma música simples, com letra também simples:



Tonight (Hoje à noite) 
We are young (Nós somos jovens) 
So let's set the world on fire (Então vamos definir o mundo no fogo) 
We can burn brighter (Nós podemos queimar mais brilhante) 
Than the sun (que o sol)

Mas, ouvindo-a, pensei em amizades, em perdas, em reencontros, na alegria de se poder sorrir, de perdoar, de amar e ser amado, respeito e, acima de tudo, no eterno recomeço que é a vida, pois "somos jovens" ( e não falo de idade, e sim, de espírito)

 
E uma foto dessas? Mexe com sua sensibilidade? Fala de amizade, de união, de alegria, de verão, de paz e amor? E o que mais? Verão é uma época de alegria, para mim, de se sorrir mais e se preocupar menos, de ser um pouco inconseqüente, quem sabe tomar um banho de chuva, ou perder a hora um pouco mais...

E, por falar em Verão, eu gosto muito da música Our Last Summer (Nosso Último Verão), do ABBA...Essa música me dá uma saudade dos meus tempos de moleque inconseqüente, que não tinha contas a pagar e nem decisões a tomar...Mas essa saudade não é triste...Ao contrário, fico feliz de ter tido uma infância e uma adolescência, coisa que muitas crianças, hoje, não têm...

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E, de quebra, cenas de Paris, uma das cidades que considero mais bonitas, no mundo....Viu? Nem é tão dificil se sensibilizar e ser feliz, mesmo que por instantes...preciosos!!!! 

domingo, 27 de novembro de 2011

Rainhas Francesas (Parte 1)


A França tem uma História que remonta ao Império Romano. E, neste tempo todo teve inúmeros reis famosos. Mas, e as rainhas? Vamos conhecer algumas delas?



1) Clotilde (475/545): nasceu em Borgonha, era filha do Rei Chilperico II e em 493 se casou com Clóvis, com quem teve cinco filhos. Segundo os relatos, foi por influência dela que Clóvis e seus homens se converteram ao Cristianismo. Por isso, ela é venerada como santa, pela Igreja Católica. Após a morte do marido, em 511, Clotilde se retirou para a Abadia de Saint Martin, onde ficou até a sua morte.


2) Leonor de Aquitânia (1122/1204): também conhecida como Eleanor de Aquitaine. Foi Duquesa de Aquitânia (era filha do Duque Guilherme X) e Rainha da França, quando se casou com o Rei Luís VII (1120/1180). Teve uma ótima educação e se tornou Duquesa aos 15 anos, após a morte de seus pais. Em 1137, ela se casou com o Rei Luís, ele com 17 anos e ela com 15. Leonor era muito criticada, por não ser simples e submissa como suas antecessoras. Em 1145, quando nasceu a primeira filha do casal, Luís VII foi para a Cruzada (a segunda). A maternidade não a impediu Leonor de acompanhar seu marido ao Oriente Médio, na Cruzada (ela foi comparada a PentesiléiaRainha das Amazonas). Mas a Cruzada foi um fracasso, e o casal foi se distanciando, pouco a pouco. Ainda assim, tiveram mais uma filha, antes de dissolverem o casamento (1152). Logo em seguida, ela se casou com Henrique II (1133/1189), Duque da Normandia, dois anos antes dele se tornar Rei da Inglaterra (1154). Com ele, Leonor ainda teve cinco filhos, e sobreviveu à morte dos dois reis com os quais foi casada...


3) Catarina de Médici (1519/1589): Catarina era membro de uma das mais ricas famílias da Europa, em sua época: os Médici. Seu pai era Lorenzo de Médici (1492/1519) e sua mãe era a Condessa Madeleine de Bolonha (1501/1519). Curiosamente, a mãe e o pai morreram logo após o nascimento da menina, com apenas um mês de diferença. Ela foi criada pela avó e pela tia, vivendo em Florença muitos anos. Em 1533, ela se casou com Henrique, Duque de Órleans (1519/1559), aos 14 anos. Três anos depois, em 1536, Francisco (1518/1536) contraiu um resfriado e morreu. Assim, Henrique, o segundo filho, passou a ser o herdeiro do trono. Após muita pressão, e a discussão sobre uma anulação do casamento, Catarina deu à luz a Francisco (1544/1560), que viria a ser sucessor do pai. Em 1545, nasceu Elisabeth e em 1547 nasceu Claude. Nesse mesmo ano, o sogro de Catarina, o Rei Francisco I morreu, e Henrique assumiu o trono como Henrique IICatarina tornou-se Rainha Consorte. Em 1550 Catarina deu à luz Carlos, em 1551 nasceu Henrique, em 1553 nasceu Margaret e em 1555 nasceu Francisco. Em 1556 nasceram as gêmeas Joana e Vitória, mas morreram logo depois.
Em 1559, o Rei Henrique II morreu e seu filho, aos 15 anos, foi coroado como Francisco II. Mas ele governou apenas um ano, e também morreu. O segundo filho homem, Carlos, assumiu o trono com apenas dez anos. Carlos IX, como ficou conhecido, era representado pela Rainha Catarina.
Catarina de Médici arranjou casamentos importantes para seus filhos: Elisabeth se casou com o Rei Filipe II da EspanhaClaude se casou com Carlos IIIDuque de LorenaCarlos IX se casou com Elisabeth da Áustria, filha do Imperador Maximiliano II, do Sacro Império Romano-GermânicoHenrique se casou com Louise de LorraineMargaret se casou com Henrique IV. Apenas Francisco não casou, apesar de ter feito a "corte" à Rainha Elizabeth I, da Inglaterra.
No período em que Carlos IX governou, sob a tutela da mãe, a França se viu envolvida em guerras religiosas. Em 1562, houve o Massacre de Vassy, onde 74 huguenotes (protestantes), foram mortos. O Duque de Guise, responsável pela matança, foi assassinado no ano seguinte.
Apesar dos esforços para apaziguar os huguenotes, o Rei Carlos IX quase foi morto numa emboscada, em 1567. Catarina de Médici mudou sua política, após esse incidente, e começou a reprimi-los.
Por isso, nã se sabe ao certo como ocorreu o Massacre da Noite de São Bartolomeu...



4) Margaret de Valois (1553/1615): também conhecida como Margaret (ou Marguerite, ou Margaridade França, foi a sexta filha de Henrique II e Catarina de Médici. Foi uma das mulheres mais bonitas, elegantes e talentosas de sua época, influenciando a moda em grande parte da Europa. Também se envolveu em muitos escândalos, dada a quantidade de amantes e os escritos que fez, sobre os bastidores da Corte francesa. Inspirou Shakespeare, quando escreveu a comédia Love's Labour's Lost (1590), e Alexandre Dumas Pai, quando escreveu La Reine Margot (1845). Seus irmãos mais velhos foram reis da França: Francisco II (de 1559 a 1560), Carlos IX (de 1560 a 1574) e Henrique II (de 1574 a 1589). A situação política e religiosa estava instável, nessa época e sua mãe, Catarina de Médici, arrumou um casamento dela com o huguenote (protestante) Henrique de Navarra (1553/1610). Mas Margaret amava Henrique de Guise, filho do Duque de Guise. Quando soube disso, Catarina rasgou suas roupas e arrancou tufos de seu cabelo. 
A mãe de Henrique de NavarraJeanne III de Navarra (1528/1572) se opôs a esse casamento arranjado, mas morreu misteriosamente, e houve quem dissesse que foi envenenada a mando de Catarina de Médici. Assim, sem oposições, o casamento ocorreu, em 1572. Tanto a noiva como o noivo tinham 19 anos, na ocasião. E o noivo, por ser huguenote, não pôde entrar na Igreja de Notre Dame, para o casamento. E o casamento atraiu milhares de huguenotes a Paris...
Seis dias depois do casamento, na Noite de São Bartolomeu (23 de agosto de 1572), católicos saíram pelas ruas de Paris matando milhares de huguenotes, que haviam ido para o casamento. Estimativas modernas dizem que, naquela noite, morreram entre 5 e 30 mil pessoas, assassinadas a sangue frio. Há quem diga que também foi a mando de Catarina de Médici.
Margaret salvou muitos huguenotes da morte, inclusive seu marido, escondendo-os em seus aposentos. Henrique de Navarra ficou "prisioneiro" na Corte até 1576, quando fugiu, deixando Margaret para trás. Mais tarde, se uniram novamente, mas viviam brigando e tinham outros (e outras) amantes. Em 1586, após tentar um golpe de Estado, Margaret foi presa, a mando de seu irmão, Henrique II. Ficou presa 18 anos. Foi nesse período que ela escreveu suas memórias, que escandalizariam a França. 
Em 1589 a Rainha Catarina de Médici e seu filho, o Rei Henrique II, morreram. Henrique de Navarra, marido de Margaret, assumiu o trono como Henrique IV. Em 1599 os dois se separaram, mas ela ficou com o título de Rainha. Tinha 46 anos então.
Saindo da prisão em 1604, ela se acomodou numa pousada criada especialmente para ela por Jean Bullant. Visitava o ex-marido e a sua segunda esposa (Maria de Médici), e chegou a cuidar dos filhos deles. Morreu em 1615. Seu corpo desapareceu, e ninguém sabe onde está.

Os Kennedys


Existe um canal de TV, no Canadá, chamado History Television. Ele foi criado em 1997, mas somente agora lançou sua primeira série: The Kennedys. Essa série é baseada no livro Brothers: The Hidden History of the Kennedy Years (Irmãos: A História Oculta dos Anos Kennedy), de David Talbot (1951/).

Essa série já começou polêmica, sendo que muitos historiadores (incluindo Talbot) a criticaram, acusando-a de ter imprecisões históricas. Afinal de contas, essa série se baseia na vida de uma das famílias mais famosas dos EUA, e há muitas questões que até hoje não foram respondidas, em relação aos Kennedys...

Mas, de uma forma ou de outra, podemos afirmar que essa família é quase mítica, ao menos nos EUA, e cercada por muitas tragédias. E, como esse é um Blog sobre mitos...Bem, vamos saber um pouco mais sobre essa família:

John Kennedy (1738/1803) era irlandês e se casou com Bridget Shallow (1744/1774). Ele foram pais de James Kennedy (1770/1835).

James Kennedy (1770/1835) - era um agricultor, e vivia na Irlanda. Ele era casado com Mary Kennedy (1779/1835) e teve quatro filhos: MaryJohnJames e PatrickMary se casou e foi cuidar de sua vida. John herdou as terras dos pais, e Patrick tinha que obedecê-lo. Vendo que ali não havia futuro para ele, decidiu ir para os EUA. Isso aconteceu em 1848.

Patrick Kennedy (1823/1858) - chegou aos EUA em 1848, com 25 anos. No ano seguinte, casou com Bridget Kennedy (1826/1888). Eles tiveram cinco filhos: Mary (1851/1926)Joanna (1852/1926)John (1854/1855)Margaret (1855/1929) e Patrick (1858/1929)Patrick pai morreu de cólera no mesmo ano em que seu caçula nasceu...


Patrick Joseph Kennedy (1858/1929) - nasceu em Boston (EUA), no mesmo ano em que seu pai morreu de cólera. PJ, como era conhecido, foi o único filho homem da família a sobreviver. Aos 14 anos, ele largou os estudos e foi ser estivador, para ajudar a sustentar a mãe e as três irmãs mais velhas. Mas ele logo começou a crescer e, por volta dos 30 anos, já era um grande comerciante de bebidas. Rico e influente, PJ Kennedy se envolveu com a política, sendo Deputado e Senador. Em 1887, se casou com Mary Augusta Hickey (1857/1923), filha de um próspero comerciante local. Tiveram quatro filhos: Joseph (1888/1969)Francis (1891/1892)Mary (1892/1971) e Margaret (1898/1974).


Joseph Patrick Kennedy (1888/1969) - assim como seu pai foi o único homem a sobreviver e ter filhos, Joseph também foi o único homem a crescer e ter filhos. Era como se fosse seu "destino" manter o sobrenome da família. Quando ele nasceu, seu pai já era um político influente na comunidade católica e irlandesa de Boston. Eles eram do Partido Democrata. Quando tinha 26 anos, em 1914, ele se casou com a jovem Rose Elizabeth Fitzgerald (1890/1995):


Em 1915, nasceu o primeiro filho do casal: Joseph Patrick "Joe" Kennedy Jr. (1915/1944). Ele deveria ser o sucessor do pai na política, mas morreu em combate, durante a Segunda Guerra Mundial, na Inglaterra. Tinha 29 anos:


Em 1917, nasceu o segundo filho do casal: John Fitzgerald "Jack" Kennedy (1917/1963). Ele se casou com Jacqueline Lee Bouvier (1929/1994) em 1953 e teve quatro filhos (ArabellaCarolineJohn Jr. e Patrick). Apenas Caroline e John Jr. chegaram à idade adulta. JFK foi o 35º Presidente dos EUA:


Em 1918, nasceu a terceira filha dos KennedyRose Marie "Rosemary" Kennedy (1918/2005). Quando ela tinha 23 anos (1941), sofreu uma lobotomia e passou a se comportar como criança pelo resto da vida:


Em 1920 nasceu a quarta filha do casal KennedyKathleen Agnes Kennedy (1920/1948). Ela foi educada na Inglaterra, e se casou com William Cavendish, Marquês de Hartington (1917/1944). Como ele era anglicano, apenas Joe, o irmão mais velho, compareceu à cerimônia. Mas o noivo morreu tempos depois, em combate. Ela chegou a cogitar casar novamente, mas morreu em um acidente de avião. O único a comparecer ao funeral foi o pai...


A quinta filha foi Eunice Mary Kennedy (1921/2009). Se formou em Sociologia, em 1943, e se casou Robert Sargent Shriver Jr. (1953/2009). Tiveram cinco filhos (RobertMariaTimothyMark e Anthony). A mais famosa é Maria Shriver (1955/), que é casada com o ex-Governador da Califórnia e astro de HollywoodArnold Schwarzenegger (1947/), com quem tem quatro filhos (KatherineChristinaPatrick e Christopher):


A sexta filha do casal foi Patricia Helen "Pat" Kennedy (1924/2006). Era a mais sofisticada e mais introvertida da família. Em 1954, se casou com o ator inglês Peter Lawford (1923/1984). Tiveram quatro filhos (ChristopherSydneyVictoria e Robin). O casamento acabou em em 1966. Abaixo, Pat e Peter:


 O sétimo filho dos Kennedy foi Robert Francis "Bobby" Kennedy (1925/1968). Ele se casou com Ethel Skakel (1928/) e teve onze filhos (KathleenPatrickRobert Jr.DavidMary CourtneyMichaelMary KerryChristopherMatthewDouglas e Rory Katherine). Foi assassinado em 1968:


A oitava filha foi Jean Ann Kennedy (1928/). Ela é fundadora da VSA (Very Special Arts), uma entidade sem fins lucrativos, destinada a envolver pessoas deficientes com a arte. Ela foi premiada pelo Presidente Barack Obama, por seu trabalho. Ela foi casada com o estrategista político Stephen Edward Smith (1927/1990), com quem teve quatro filhos (Stephen, WilliamAmanda e Kym):


 O nono e último filho dos Kennedy foi Edward Moore "Ted" Kennedy (1932/2009). Seguiu a carreira política, assim como dois de seus irmãos, chegando a Senador. Foi casado com a cantora Joan Bennett (1936/), entre 1958 e 1982. Tiveram três filhos (KaraEdward Jr. e Patrick). Depois, ele se casou com Victoria Reggie (1954/). Esse casamento durou de 1992 até 2009, ano de sua morte:


Abaixo, a Família Kennedy, em 1939:


      EuniceJohnRosemaryJeanJosephEdwardRose, Joseph Jr.PatríciaRobert e Kathleen

sábado, 29 de outubro de 2011

Halloween

Para as sociedades antigas, a agricultura era essencial, pois dela vinha a alimentação do povo:


Os romanos acreditavam que havia uma deusa, Pomona, que cuidava das frutas. Pomona vem de "pomum" ("fruta"). Ela desprezou o amor dos deuses Silvano (protetor das florestas) e Picus (um deus-ave), e acabou se casando com o deus Vertumnus (das mudanças das estações), após ser enganada por ele...


Além dos festejos à deusa Pomona, os romanos também festejavam os antepassados mortos, num festival chamado Parentalia:


Os celtas também tinham seu festival de colheita, aliado ao culto aos mortos. Era chamado de Samhain.


O Samhain era realizado em 31 de outubro...


A palavra Halloween foi primeiramente usada no século 16 e representa uma variante escocesa da expressão All-Hallows-Even ("noite") , ou seja, na noite anterior do Dia de Todos os Hallows ("Santos").


A abóbora do Halloween simboliza as almas dos mortos...


HAPPY HALLOWEEN!!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tribos Urbanas

Hoje, gostaria de falar sobre tribos urbanas. E por que esse tema? Desde domingo, quando vi, no Fantástico, que skinheads e punks andam se matando, em São Paulo, tenho pensado nisso: pessoas querendo ter uma identidade, eu entendo. Não entendo é pessoas querendo matar que não tem a mesma identidade que elas...explico...

Antes de mais nada, situemos as "tribos urbanas", no tempo e no espaço. Desde que o mundo é mundo, jovem nunca foi jovem. Até o século XX, criança virava adulto, e ponto final. Essa fase, atualmente denominada "juventude", simplesmente não existia...


Na década de 40, as coisas mudariam...Entre 1939 e 1945, o mundo viveu a Segunda Guerra Mundial. Não consigo imaginar qual é a tensão de viver sob Guerra, mesmo que ela esteja longe. A tensão mais próxima que senti, foi no 11 de setembro. Mas, esse episódio foi fichinha, em se comparando com uma Guerra que matou milhões...

A questão é que, ao final da Guerra, houve o alívio: milhares de pessoas (talvez milhões), ansiavam por voltar, o quanto antes, à normalidade. Assim, multiplicaram-se os casamentos e, conseqüentemente, os nascimentos (os ingleses chamaram a esse período de "baby boom", numa clara alusão à explosão demográfica).

A questão é que, essas crianças, nascidas em meados dos anos 40, completaram seus 10 anos em meados dos anos 50...e bem nessa época, começaram a surgir as primeiras "tribos urbanas", formadas por jovens: surfistas e motoqueiros. Podemos exemplificar essa época com bandas como Beach Boys e filmes como O Selvagem da Motocicleta (1953):



Essas "tribos" foram mais comuns nos EUA que no Brasil ou Europa...

Em seguida, nos Anos 60, esses jovens chegaram aos seus 20 anos. Muitos se desiludiram com o "sistema" e se tornaram hippies. Outros foram se transformando em nerds, skinheads ou rockers. Beatles e Rolling Stones, e filmes como Hair (o musical, de 1968, e o filme, de 1979), são característicos dessa fase:




Esses jovens se posicionavam contra o "sistema, o "status quo", levantavam a bandeira do inconformismo, e gritavam "não confie em ninguém com mais de 30", sem lembrar que, na década seguinte, muitos atingiriam essa idade...

Nos Anos 70, os filhos dessa primeira geração de jovens começou a nascer, crescer e se tornara, também eles, jovens. E surgiram os punks, que curtiam Ramones e Sex Pistols:



Os Anos 80, quando os primeiros jovens chegaram aos 40, e seus filhos aos 20, foi a época dos carecas, dos cyberpunks, dos góticos e dos grafiteiros, entre outros. Lembro do gótico da novela (abaixo), e dos grafites que se tornaram arte urbana por excelência:



Nos Anos 90, a primeira geração chegou aos 50, a segunda chegou aos 30, e começou a surgir uma terceira, mais tecnológica, menos revolucionária (no Brasil a última grande manifestação foi a dos caras-pintadas). Essa foi a época dos clubbers, dos geeks, dos grungers, dos otakus e outros. Podemos perceber, agora, que "pertencer a uma tribo" nem sempre era sinônimo de contestação mas, muitas vezes, uma forma de mostrar (ou buscar) uma identidade:



E, finalmente, chegamos à nossa época, em que todas essas tribos coexistem, têm ramificações, e ainda foram acrescidas com o surgimento dos emos, entre outros. Agora,  pertencer a uma tribo significa o quê? Os jovens de hoje em dia não buscam mais contestar o regime, nem mostrar uma ideologia ou sua identidade. Apenas pertencem a uma tribo, como uma forma de pertencer à tribo, mesmo. 


Mas, e onde entra a violência, nesse contexto? De onde surgiram essas ramificações, que usam a idéia de "pertencer a uma tribo", com desculpa para enfrentamentos, guerras de tribos (ou gangues), muitas vezes seguidas de morte? Ao que me consta, começou (ou ficou mais visível), a partir desse fato, bem como de outros:


Antes de continuarmos (no próximo post), gostaria da opinião de vocês, sobre esse assunto...


21 de setembro, Dia Internacional da Paz

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Há Coisas Que Só Deus Explica...

Então: quem me conhece, sabe que sou um cinéfilo assumido, coleciono filmes de todas as épocas, mas sou aficcionado por filmes antigos. Não consigo imaginar a minha vida sem o cinema, ou melhor, sem a paixão pela sétima arte...


Dentre os inúmeros astros e estrelas que admiro, há uma em especial: Rita Hayworth. Na verdade, o nome dela era Margarita Cansino, e era filha de espanhóis, uma ótima dançarina, bela, sensual, com uma alegria de viver que transparecia na tela...Mas, se vocês imaginam uma mulher morena, de cabelos negros, dançando passo doble, estão enganados...

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Rita era morena, no início da carreira. Mas foi sendo transformada, até ficar na versão ruiva, que a imortalizou. Durante a Segunda Guerra Mundial, quase todo soldado norte-americano tinha uma foto dela, em sua carteira, e até em aviões B-24, sua imagem foi pintada:


Rita era chamada de "A Deusa do Amor", e se casou diversas vezes, uma com o Diretor de cinema Orson Welles, com quem teve uma filha (Rebecca) e outra com um príncipe muçulmano, chamado Ali Khan, com quem teve sua segunda filha (Yasmin).


Como você deve ter notado, sou fã mesmo...mas, onde quero chegar?

No filme Sangue & Areia, de 1941, Rita Hayworth contracenou com dois grandes atores da época: Tyrone Power e Anthony Quinn. Ela tinha 23 anos, enquanto Tyrone tinha 27 e Anthony tinha 26. Todos jovens, ainda. Eles disputavam o amor dela, nesse filme que mostrava um pouco do mundo das touradas:

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Dizem as más línguas que Rita e Anthony tiveram um caso, mas não sabemos ao certo, visto que as fofocas, naquela época, eram menos visíveis que hoje...


A questão é que ele era casado, naquela época, com Katherine DeMille, filha adotiva do Diretor de cinema Cecil B. DeMille. Anthony e Katherine foram casados entre 1937 e 1965, e nesse período tiveram cinco filhos: Christopher (nascido em 1939, morreu afogado em 1941), Christina (nascida em 1941), Catalina (nascida em 1942), Duncan (nascido em 1945) e Valentina (nascida em 1952). Abaixo, Katherine DeMille:


Em 1966, Anthony Quinn se casou pela segunda vez, com Jolanda Addolori, com quem teve três filhos: Francesco (1963/2011, nasceu quando o pai ainda estava casado com Katherine), Danny (nascido em 1964, também enquanto o pai estava no primeiro casamento) e Lorenzo (nascido em 1966). Esse casamento durou até 1997.


O casamento de Quinn com Adollori acabou por que ele teve uma filha com sua secretária, Katherine Benvin: Antonia, nascida em 1993. Depois, eles tiveram outro: Ryan, nascido em 1996.


Anthony Quinn também teve dois filhos com Friedel Dunbar: Sean (nascido em 1973) e Alexander (1976).

De todos os doze filhos de Anthony Quinn, apenas Francesco seguiu a carreira de ator, e trabalhou no filme Platoon (1986):


Mas não é aí que quero chegar. O meu ponto é o ator Anthony Quinn, que possivelmente flertou com Rita Hayworth. Quando ele ainda estava casado com Kathy Benvin (viveram juntos até a morte dele), e quando seu filho mais novo, Ryan, estava com dois para três anos, ele esteve no Brasil, para gravar Oriundi...


  A Direção desse filme é de Ricardo Bravo, e tem no elenco, além de Anthony Quinn, Leticia Spiller, Paulo Betti, Gabriela Duarte e Paulo Autran.

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Nesse filme, Anthony Quinn vive o personagem Giuseppe Padovani, que tem 93 anos (ele estava com 84), e conhece uma jovem, Sofia D'Angelo (Letícia Spiller), que lhe lembra sua esposa falecida, Caterina.

O incrível dessa história, foi o que aconteceu em Pontal do Sul. Eles foram gravar cenas do filme na beira-mar, e uma aluna minha, a Maria Rosa foi pedir um autógrafo a ele. Veja o que aconteceu:

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Lembro que, na época, ela ficou meio assustada com tudo aquilo, e também muito aborrecida, com todo aquele assédio. Lembro de ter dito a ela que daria tudo certo, e que ela fizesse o que o coração mandasse. Quando ela voltou, fui um dos que defendi a decisão dela, pois havia quem a recriminasse por voltar. O que nunca vou esquecer é que ela trouxe uma fantasia de Cruela Devil dos EUA, dizendo que era para nossas peças teatrais (sempre procurei fazer teatro com os alunos, e valorizo muito essa arte). Ela ficou no Colégio até a sua formatura, e depois seguiu em frente, namorando, casando, tendo filho...


Mas, por que estou dizendo isso? Porque é tudo muito interessante:

1) Sou fã de cinema e da Rita Hayworth;
2) Rita Hayworth contracenou com Anthony Quinn;
3) Anthony Quinn conheceu a Meg e disse que a conhecia de outras vidas;
4) Fui professor da Meg durante vários anos, e a considero de montão (ela sabe disso);

Para terminar, veja esse texto da Superinteressante (Agosto de 2008):

É verdade que estamos a 6 graus de qualquer outra pessoa do mundo?

Resposta: é provável. Pelo menos foi o que indicou a célebre experiência do psicólogo americano Stanley Milgram, que em 1961 mandou cartas para várias pessoas pedindo que fizessem a mensagem chegar a alguém determinado por ele em outra cidade. Havia uma única regra: as cobaias só poderiam mandar a mensagem para alguém conhecido até chegar ao alvo. A carta passava em média por 5 pessoas antes do destino, em um total de 6 “graus” de separação. A pesquisa foi contestada porque apenas 3% das cartas alcançaram o objetivo. Para tirar a prova, o sociólogo americano Duncan Watts repetiu o expe­rimento em 2003 – desta vez, com e-mails. Ele pediu que 18 mil voluntários contatassem 18 pessoas por eles desconhecidas. Novamente, a média bateu nos 6 graus. A coisa dá tão certo que alunos de ciência da computação da Universidade da Virgínia, nos EUA, montaram um programa que mostra que mais de 80% dos 900 mil atores que constam do Imdb, a mais ampla base de dados sobre cinema na internet, estariam no máximo a 6 graus do americano Kevin Bacon. Menos até: a maioria dos artistas passa em média por apenas 3 atores até se conectar a Bacon.


E mais: as relações entre as pessoas que citei (Rita Hayworth, Anthony Quinn e Maria Rosa) não foram "comuns" e sim, profundas. Se a teoria de Milgram e Watts estiver certa, estou muito próximo de minha "ídola". Obrigado, Meg, por fechar o ciclo....